sei lá, só quero tirar isso do peito
Desde a quarentena ando me sentindo levemente solitária em muitos aspectos da minha vida, não tenho mais vontade de criar o que já havia começado com tanto carinho, anecdote virou só mais um projeto abandonado na minha longa lista de coisas que nunca vou conseguir terminar.
Mas desde que comecei a escrever anecdote eu comecei a responder algumas questões quase que fundamentais sobre meus queridos personagens, sobre seu estado mental, na verdade, e como eu deveria retrata-los no futuro, o que é um passo... bom? eu acho? não tenho certeza para falar a verdade? Acho que a maior questão de todas é se um dia vou continuar escrevendo ou não, até porque não é como se eu tivesse apoio de ninguém pra isso.
Ao mesmo tempo me sinto na necessidade de deixar meus "pensamentos" e anotações em algum lugar, então talvez eu faça isso aqui, já é como falar com as paredes, ninguém vai ver fora eu mesma.
Talvez um dos pontos que mais me fez pensar nos últimos dias, e o único motivo pelo qual até pensei em continuar a escrever foi notar que talvez eu tenha feito Warnessa uma personagem forte em vários sentidos que não deveriam acontecer. Quando comecei a imaginar um cenário onde fosse necessário que todos os 3 (Alyna, Dankan e Warnessa) fossem à um terapeuta, a primeira palavra que veio na minha cabeça para ela foi TEPT, transtorno de estresse pós-traumático, principalmente após ter sido obrigada a estraçalhar inúmeros corpos durante uma eternidade toda antes de ser descartada como "inútil" pelo seu próprio "pai" (que nesse cenário seria descrito como o avô das crianças). Sempre coloquei Warnessa como uma personagem que não havia sido afetada pelos fatos do decorrer da história, mas que no final desiste de sua luta não por falta de poder ou vontade, mas porque ela vê um real significado em tudo que aconteceu antes disso, e só volta a lutar para poder proteger aqueles a sua volta. Mas o trauma de ser obrigada a cometer crimes tão impensáveis com certeza à perseguem, não consigo acreditar que o gosto de sangue tenha saído de sua boca mesmo depois de tantos anos, ou até mesmo as imagens da sua cabeça, ainda mais com tantas cicatrizes que adornam seu corpo. Sua personalidade começou a florescer um pouco durante uma das minhas viagens para o estágio, numa onda de dissociação enquanto tentava parecer o mais normal possível no transporte público, uma súbita onda de inspiração me atingiu quando ouvi glass animals, eu não sabia explicar se era a melodia ou algo na letra, mas eu podia com certeza vê-la.
No começo, eu pensava em escrever tanto Alyna quanto Dankan como tendo dois lados à si mesmos, o que era visto por fora e um lado "obscuro", mas quanto mais tempo se passava eu notava que Dankan não tinha uma necessidade para esse lado "obscuro", era mais uma questão de ele mesmo ser explosivo e destrutivo por si só, e porque não faria sentido os dois terem as mesmas condições tendo vivido coisas tão diferentes. Nesse ponto de inconsequência, acredito que a palavra certa seria transtorno maníaco-depressivo, talvez uma das minhas maiores luzes quanto a isso foi ouvir losing my life*, porque consegue abranger uma grande parte da personalidade dele que antes eu não conseguia exatamente comentar sobre de forma tangível. Um homem que não consegue controlar suas emoções e ao mesmo tempo não as entende completamente seria um bom resumo do seu estado mental, uma das primeiras coisas que escrevi sobre ele era sobre como não conseguia controlar seus instintos e desejos por matar e devorar, o tornando uma criatura um tanto quanto perigosa quando seu carisma e rosto bonito são adicionados por cima. Eu diria que Ronnie é um bom exemplo do tipo de pessoa que eu imagino Dankan sendo, por fora o bad boy que não é abalado por nada, mas por dentro completamente destruído. * Acredito que seja bom mencionar algumas das outras letras que também acabaram me inspirando nos últimos dias: raised by wolves, losing my life, drugs e popular monster.
Acredito que Alyna tenha sido a que mudou menos nessa última década de história, sua questão sempre foi TDI, transtorno dissociativo de identidade, a parte aparentemente normal e humana que está sempre na frente e que não consegue lembrar de nada do que aconteceu, e a parte emocional e que continua sendo um vampiro durante toda essa eternidade, lembrando de tudo que aconteceu nas diferentes iterações do universo. vejo esse outro lado em dois papeis diferentes em termos diferentes, obviamente como protetor, mantendo as memórias o mais longe possível da outra parte mantendo seu funcionalmente normal, e opressor em certas ocasiões, tentando a todo o custo possível manter ela longe dessa realidade que à dividiu para começo da conversa. Isso se concretizou mais após ver alguns canais sobre o assunto no youtube, a maior parte das coisas que essas pessoas descreviam como tendo sentido eu havia escrito muito antes sem entender nada do assunto, apenas uma pequena coincidência do universo. Musicalmente, no entanto, acredito que minha maior "inspiração" e linha de raciocínio com Alyna nos últimos tempos tenha sido Zheani, por mais que seu visual estético não tenha absolutamente nada a ver, suas músicas, no entanto, por algum motivo, ressonam na minha cabeça exatamente como ela, por mais que quando pense nela num geral e seus gostos imagino muito mais o rock alternativo dos anos 2000.


0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial