{Dia 9} O questionamento da vida
As vezes eu me pego questionando "o que as pessoas pensam quando me veem por aí?", talvez hoje eu tenha descobrido... antes eu tinha uma enorme paranoia que todos me viam como uma criatura estranha, deformada e que não deveria existir, mas claramente era só a dismorfia falando, mas num geral acho que as pessoas realmente acreditam que eu sou muito menos humilde do que sou na realidade, como eu sou "brava" ou algo do tipo.
Essa semana eu tive que socializar mais do que meu cérebro realmente queria, me senti cansada e morta por dentro, mas é simplesmente porque eu sinto que constantemente preciso estar lendo a situação e agindo de acordo e mudando meu tom quando preciso e assim por diante, mas ouvi uma coisa extremamente ridícula no meio disso tudo: "seu pai perdeu uma ótima filha".
Não, apenas, não, eu não quero ser "uma ótima filha", ou uma "mulher incrível", eu quero ser apenas eu mesma, pode parecer extremamente contraditório, mas... eu não quero ser reconhecida pelos outros! Não me importa o que meu pai fez, ou porque, já fazem 20 anos e isso não me afeta mais, tudo que eu tenho por ele E pela minha mãe é nojo, acho que nem raiva se aplica mais tanto hoje em dia como era antigamente, exatamente porque eu cresci, não sou mais uma criança.
É complicado falar sobre isso já que nem meu próprio cérebro consegue entender porque essa frase me causa tanta agitação, é complicado e estranho para falar a verdade.
Mas tudo isso fez eu não conseguir ir para a aula, meu corpo estava tão cansado, não sei como explicar, é como se eu não tivesse dormido a semana toda! Me sinto bem culpada por estar assim e não ter ido na aula, de verdade, mas eu entendo que se eu fosse para a aula não teria absorvido literalmente nada, então pelo menos eu pude colocar minha cabeça no lugar e me divertir um pouco, pude também descansar, não tive que socializar o que já é ótimo!
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